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Superliga: entenda o novo campeonato que tem gerado polêmica com organizações e jogadores

Confira os times participantes e como vai funcionar. Até então, liga não tem a chancela da FIFA e da UEFA

22/04/2021 17:23 - Esportes

Doze grandes clubes da Europa anunciaram neste domingo a criação de uma Superliga Europeia, em oposição ao modelo atual da Liga dos Campeões da UEFA.

Até o momento, os participantes da nova Liga são Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham (Inglaterra), Atlético de Madrid, Barcelona, Real Madrid (Espanha) Inter de Milão, Juventus e Milan (Itália). Outros três participantes são aguardados para a temporada inaugural, que começará “assim que for possível” segundo comunicado divulgado para a imprensa.

Como vai funcionar?
O molde do torneio giraria em torno de 20 clubes, dentre os quais 15 são os fundadores. As partidas ocorreriam nos meios de semana e as equipes seguiriam participando de seus campeonatos nacionais, conforme o calendário tradicional. Em um modelo parecido com o da NBA, os grupos seriam divididos em dois, cada um com 10 integrantes, dentre os quais três avançariam diretamente as quartas de final.

Os clubes que terminarem a primeira fase em quarto e quinto de seus grupos, disputarão entre si, em dois jogos, quem assume as vagas restantes. Assim como na Liga dos Campeões, os confrontos pela fase inicial e playoffs seriam de ida e volta. A final, todavia, será disputada em jogo único e local neutro.

Parte Financeira
De acordo com os primeiros detalhes divulgados, a ideia central é elevar o patamar do futebol europeu.

– Proporcionará um crescimento econômico significantemente maior e apoio ao futebol europeu por meio de um compromisso de longo prazo com pagamentos de solidariedade ilimitados que crescerão de acordo com as receitas da Superliga – afirmou o comunicado da Superliga

– Estes pagamentos de solidariedade serão substancialmente mais elevados do que os gerados pela atual competição europeia e deverão ser superiores a € 10 bilhões durante o período de compromisso inicial dos clubes – concluiu.

Ainda sobre pagamentos, a Superliga prometeu uma base financeira por volta de € 3,5 bilhões para os clubes fundadores compensarem os prejuízos pela pandemia da Covid-19 e melhorarem suas infraestruturas. Caso o valor se confirme, seria superior aos pagos pela UEFA em todas suas competições (Liga dos Campeões, Liga Europa e Supercopa Europeia).

Já Andrea Agnelli, vice-presidente da organização, e presidente da Juventus, afirmou que a Superliga aumentaria a solidariedade entre os clubes, e tornaria o esporte mais atraente para os fãs.

– Nossos 12 clubes fundadores representam bilhões de fãs em todo o mundo e 99 troféus europeus. Nós nos reunimos nesse momento crítico permitindo que a competição europeia se transformasse, colocando o jogo que amamos numa base sustentável para o futuro a longo prazo, aumentando substancialmente a solidariedade e dando aos torcedores e jogadores amadores um fluxo regular de jogos de destaque que irão alimentar a sua paixão pelo jogo e, ao mesmo tempo, fornecer a eles um modelo atraente – disse o italiano.

Sob comando de Florentino Pérez, atual presidente do Real Madrid, a competição certamente aumentará a guerra entre grandes clubes e a Uefa e Fifa, além de trazer diversos impactos econômicos.

Logo após o anúncio, a UEFA e a FIFA ameaçaram punir severamente os envolvidos. Entidades de vários países criticaram a criação da competição e a associação europeia de clubes também se opôs à criação da competição.

Sobretudo, o futebol brasileiro está só de olho devido a possível proibição dos jogadores que participarem da Superliga serem proibidos de competirem pelas suas seleções. Segundo a UEFA, todos os clubes e jogadores que participarem da Superliga podem ser banidos de todas as competições da UEFA e FIFA. Sendo assim, jogadores dos clubes participantes estariam proibidos de defender seleções.

Alguns atletas em atividade na Europa começaram a se manifestar de forma crítica à iniciativa. O atacante Richarlison, do Everton, o meia Ander Herrera, do PSG, e o atacante Podolski, do Antalyaspor, se mostraram contrários ao projeto.

A FIFPro, o sindicato mundial de jogadores de futebol profissionais, divulgou uma nota oficial com duras críticas à criação da nova competição, manifestando preocupação com o impacto em toda a estrutura do esporte, incluindo a carreira dos jogadores.

Apesar da resistência, o projeto da Superliga é juridicamente autorizado. Isso porque, em 2018, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJCE) deu ganho de causa a dois patinadores, Mark Tuitert e Niels Kerstholt, que pleiteavam a participação em competições não oficiais, apesar da proibição da União Internacional de Patinagem (ISU).

Diário da Manhã

Fonte: Diário da Manhã

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