27/03/2020 14:47 - Destaques
Hoje sexta-feira, 27, completamos uma semana que a quarentena paralisou a maioria das atividades comerciais e de serviços nas cidades gaúchas. Após uma semana, o que se vê é uma preocupação por parte de empresários e trabalhadores na questão econômica, por estarem sem trabalhar. Falando na Uirapuru, o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Eduardo Freire, afirmou que o momento é dos municípios estar comprometidos com a saúde da população e deixar os efeitos econômicos em segundo lugar.
Destacou que a pandemia não chegou com força ainda no Estado e com a proximidade do inverno a situação deve piorar bastante, uma vez que aumenta a incidência de outras doenças e a imunidade fica mais baixa. Todos esses fatores, na opinião de Freire, tornam o Rio Grande do Sul uma área de alto risco para o coronavírus. Freire afirmou que o sistema de saúde dos municípios gaúchos não estão preparados para enfrentar a pandemia. A maioria das cidades sequer está preparada com os Equipamentos de Proteção Individual, como máscaras e luvas. O número de respiradores, considerados essenciais no tratamento ao coronavírus, é baixo. Além disso a maioria dos municípios com menos de 5 mil habitantes tem equipes de saúde muito reduzidas, contando com um ou dois médicos.
Destacou que grandes potências mundiais como China, Itália, Espanha e Estados Unidos tiveram seus sistemas entrando em colapso e isso preocupa muito a Federação. O presidente frisou que cidades maiores, como Passo Fundo, ficarão sobrecarregadas, pois mais de 300 cidades do estado não tem leitos hospitalares. Freire afirmou que a Famurs está sim preocupada com a situação econômica. A arrecadação vai diminuir muito e vários setores vão quebrar, mas ressaltou que a única arma para enfrentar o coronavírus é o isolamento social.
O presidente pediu que o isolamento permaneça por pelo menos 15 dias para que os municípios recebam os equipamentos e os testes rápidos para ter condições de enfrentar a pandemia. Freire pediu que os prefeitos gaúchos não cedam as pressões que estão sendo realizadas por diversos setores, pois lá na frente a situação pode ser muito pior.
Fonte: Rádio Uirapuru
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