13/07/2020 22:33 - Agricultura
Embora as atenções dos produtores ainda estejam voltadas para as culturas de inverno que estão em desenvolvimento, a safra de verão já começa a ser planejada. Por causa da estiagem, vários contabilizaram prejuízos na colheita de soja e milho mais recente, mas isso não deve ser um empecilho para que os produtores diminuam os investimentos no momento do plantio.
É o que pensa o presidente do Sindicato Rural de Carazinho, Leomar Tombini. “O agricultor está otimista para a próxima safra. Muitos tiveram prejuízos este ano por conta da seca, mas com o preço das commodities valorizado em função da alta do dólar as esperanças se renovam”, disse ele para a Rádio Diário AM 780.
“Entendo que, inclusive, o produtor está mais cedo procurando por uma boa semente. Ele não quer aquela caseira, quer ter qualidade. Isso é um reflexo de que ele está buscando fazer uma ótima lavoura”, acrescentou.
Outro aspecto positivo, constatado por Tombini, é que os insumos não tiveram tanta alta de preços, mesmo com a alta do dólar, o que repercutirá em um menor custo da lavoura e, por consequência, um lucro um pouco maior no final.
“Os insumos não acompanharam tanto o dólar. Por exemplo, no ano passado, nesta época, estávamos vendendo soja a R$ 70 a saca, hoje algo em torno de R$ 105. Então, houve um aumento percentual no preço pago no grão e os insumos subiram um pouco menos , ainda temos uma vantagem de 20%. É um momento bom para se investir”, contextualizou.
Incremento na venda de insumos
Guilherme Quadros, gerente da unidade do Grupo Toniato em Carazinho, diz que a expectativa é que as vendas de insumos alcancem pelo menos o mesmo patamar do ano passado, ou tenha incremento de até 5%. Segundo ele, os meses de maior movimento são agosto e setembro, mas é em setembro que se poderá avaliar o tamanho da safra considerando o movimento. A unidade carazinhense às margens da BR 285 dobrou o tamanho de suas instalações para anteder a demanda futura.
Diário da Manhã
Fonte: Diário da Manhã
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