21/08/2020 12:35 - Educação
A proposta do Governador Eduardo Leite para volta às aulas presenciais foi motivo de muitos protestos nesta quarta-feira, 18, em todo o estado do Rio Grande do Sul. Os professores da rede estadual de ensino fizeram suas manifestações, alegando que sem uma vacina é impossível a retomada.
No calendário do Palácio Piratini, alunos do Ensino Infantil voltariam para escola no dia 31 agosto. Os ensinos Superior, Médio e Fundamental II voltariam em setembro. Já os anos iniciais do Ensino Fundamental teriam as aulas presenciais remotas em outubro. As datas são as mesmas para as escolas públicas e particulares.
A presidente do CPERS, professora Helenir Schürer, ressaltou que sem a queda de casos de Covid-19 e uma vacina contra a doença, não é possível reabrir as escolas. “Nós não podemos permitir que as crianças sirvam de cobaias, inclusive para ver se vai ter contaminação ou não”, afirmou. “Para nós, não é o momento. As escolas não têm estrutura para receber alunos”, destacou a presidente da entidade.
A presidente do sindicato dos professores da rede estadual ainda lembrou que muitas escolas não têm recursos humanos suficientes para cuidar da higienização e do controle dos alunos. Helenir Schürer citou a falta de equipamentos de proteção para funcionários e professores que já atuam em regime de plantão. “O governo não consegue sequer pagar o nosso salário em dia, que é uma obrigação. Agora, no papel, nos protocolos está tudo muito lindo, tudo maravilhoso. Só que, nas escolas, nada disso acontece”, afirmou a presidente.
Fotos: Divulgação / Cpers
Fonte: Fotos: Divulgação / Cpers
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