07/07/2026 12:31 - Anúncios Publicitários

A evolução da agricultura sempre esteve associada à adoção de novas tecnologias. Da mecanização à agricultura de precisão, passando pela inteligência artificial e sistemas autônomos, cada etapa representou avanços importantes na eficiência das lavouras. No entanto, um novo estudo da CCGL Pesquisa e Tecnologia propõe que o próximo grande salto produtivo no Rio Grande do Sul depende de um fator essencial: a qualidade do solo.
Em recente boletim técnico divulgado pela Rede Técnica Cooperativa – RTC, o pesquisador Jessé Fink apresenta o conceito de Agricultura 6.0, que propõe direcionar os esforços para a construção do ambiente produtivo por meio da melhoria da qualidade química do solo, tendo o pH acima de 6,0 como referência para potencializar a eficiência do sistema solo-planta.
Segundo o estudo, embora a agricultura tenha incorporado tecnologias cada vez mais avançadas, muitos sistemas produtivos ainda enfrentam limitações decorrentes da acidez do solo, especialmente em subsuperfície. Essa condição restringe o desenvolvimento das raízes, reduz o aproveitamento de água e nutrientes e limita o potencial produtivo das culturas.
Atualmente, grande parte das áreas agrícolas do Estado apresenta produtividades médias de aproximadamente 50 a 60 sacas por hectare na soja, 100 a 140 sacas por hectare no milho e 50 a 60 sacas por hectare no trigo. Entretanto, quando as limitações químicas do solo são corrigidas, o potencial produtivo pode chegar próximo de 100 sacas por hectare na soja, 200 sacas no milho e 90 sacas no trigo, demonstrando o impacto direto da construção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das plantas.
O boletim destaca ainda que investir na correção da acidez do solo não representa apenas uma prática agronômica, mas uma estratégia de longo prazo. Solos com pH adequado favorecem a disponibilidade de nutrientes, reduzem a toxicidade do alumínio, estimulam a atividade biológica, ampliam o crescimento radicular e tornam as culturas mais resilientes frente aos períodos de déficit hídrico. Além disso, aumentam a eficiência dos fertilizantes, bioinsumos e demais tecnologias já utilizadas nas propriedades.
Na avaliação do pesquisador, a Agricultura 6.0 propõe uma mudança de paradigma. Mais do que incorporar novas ferramentas tecnológicas, o foco passa a ser a construção do potencial produtivo da lavoura a partir da melhoria do solo, criando condições para elevar a produtividade, reduzir riscos e ampliar a rentabilidade das propriedades rurais.
Fonte: Ascom Cotrisoja
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