27/02/2020 17:01 - Destaques
Uma égua do 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon) da Brigada Militar de Porto Alegre morreu durante serviço, instantes antes do início do policiamento da partida entre o Internacional e o Tolima, na noite desta quarta-feira (26), pela Libertadores, no Estádio Beira Rio.
Batizada de Justiceira, a égua tinha 19 anos, e a causa da morte é investigada, conforme o comandante do 4ª RPMon, major Luiz Felipe Medeiros dos Santos.
"Ela se alimentou normalmente, embarcou no caminhão normalmente, sem apresentar nenhum desconforto visível. Ela desceu do caminhão, andou alguns metros e caiu ao solo", descreve Medeiros. O quartel conta com assistência de veterinários e os animais têm a saúde monitorada diariamente.
Os animais da cavalaria da Brigada trabalham em média por 20 anos, explica o major. Justiceira nasceu na fazenda da Brigada, em Santa Maria, e estava em serviço há cerca de 14 anos.
A égua foi levada de volta ao quartel. Até a noite de quarta, o corpo era avaliado pelo veterinário, para tentar descobrir a causa da morte.
A morte do animal causou comoção entre os soldados. Até cerca de um mês atrás, ela trabalhava com um integrante da Brigada que se aposentou. Desde então, ia às ruas com o tenente Elton Luiz Guimarães Fanfa. "A gente fica entristecido por causa da perda do animal que nos protege e nos conduz", disse ele, ao G1.
Para o comandante do batalhão, a relação entre os cavalos e os brigadianos é comparável ao relacionamento com bichos de estimação.
A morte de animais durante serviço não é corriqueira, conforme o comandante. "Trabalho na cavalaria há anos, e vi só duas situações. Uma há muitos anos no Parque Farroupilha, um animal foi vítima de descarga elétrica. E a segunda foi agora", diz. O RPMon conta com 107 animais, segundo o comandante.
Após a avaliação do veterinário, Justiceira será enterrada pela Brigada Militar.
Veja abaixo o texto em homenagem publicado nas redes sociais da Brigada:
Tombou a Justiceira, égua valente do 4º Regimento de Polícia Montada. Cumpriu de forma exemplar com seu dever, e tombou em serviço, próximo ao estádio Beira Rio, na noite de hoje. Seu parceiro de longa data, o sargento Negreiros, com quem trabalhou por mais de quatro anos, aposentou-se há apenas uma semana... grandes chances de um caso de “síndrome do coração partido”... vai em paz, Justiceira, e recebe a continência de cada brigadiano, seja ele da cavalaria ou não. Na foto de hoje, de Max Peixoto @maxpeixoto91 , o soldado Alves pranteia a morte da égua... nas demais, a homenagem do seu antigo dupla, que também lamentou a perda da veterana, após 18 anos de excelentes serviços prestados. “Quando morre um cavalo
Até o céu fica nublado
Uma cruz marca a coxilha
E o dono sofre calado” (Chiquito e Bordoneio)
Fonte: G1
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