30/06/2022 14:23 - Saúde
Pediatra comenta sobre alternativas na hora de fazer a receita. Medicamentos para tratar pneumonia, otite e amigdalite são os que mais estão em falta
Com o frio, a procura por medicamentos infantis para doenças respiratórias e síndromes gripais aumentou nas farmácias, consequentemente causando a falta de muitos deles.
Nesse sentido, a pediatra e integrante do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, Dra. Laís Antunes de Lima, comenta que atualmente enfrenta-se a falta de antibióticos infantis recomendados para o tratamento de doenças como a pneumonia, otite e amigdalite.
“Os principais medicamentos utilizados para tratamento dessas condições e estão em falta são amoxicilina, amoxicilina com clavulanato, amoxicilina com sulbactam, azitromicina e cefuroxima”, lembrou.
“Optamos por prescrever várias alternativas na receita, nas diferentes apresentações e posologias, e orientamos os pais a pesquisar nas diversas farmácias a disponibilidade do medicamento, em alguns casos, infelizmente, lançamos mão de tratamentos com antibióticos intramuscular”, acrescentou Laís.
Segundo a pediatra, nesse ano as crianças entre zero e quatro anos se encontram mais suscetíveis a infecções com a presença de quadros respiratórios mais graves, principalmente por se tratar de um período pós-isolamento, enfrentado durante a pandemia de Covid-19.
“Os pronto-socorros pediátricos ficaram vazios nesse período devido aos cuidados redobrados com higiene, isolamento social e uso de máscaras. Foram dois anos praticamente sem ficarem doentes. Embora tenhamos protegido as crianças da Covid-19, tivemos uma proteção menor contra outros vírus respiratórios”, explica.
Aos pais, Laís orienta oferecer às crianças uma alimentação saudável e balanceada, hidratação abundante, prezar por um sono adequado e de qualidade, manter o calendário vacinal em dia. Além de deixar ambientes internos ventilados e evitar locais fechados ou o contato com pessoas gripadas ou resfriadas.
“Em episódios agudos de resfriado intensifica-se a lavagem nasal para evitar complicações e sempre ficar atento aos sinais de gravidade para buscar seu pediatra assistente ou pronto atendimento”, finaliza a Dra. Laís.
Diário da Manhã
Fonte: Diário da Manhã
Veja também