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Primeiro depoimento de sobrevivente da Kiss: ex-funcionária gritou que não queria morrer

Kátia Giane Pacheco Siqueira trabalhava na cozinha e no bar do estabelecimento. Atualmente grávida, a sobrevivente relatou o que ocorreu no dia do incêndio.

02/12/2021 12:05 - Destaques

A primeira pessoa a ser ouvida no julgamento da Boate Kiss, em Porto Alegre, foi uma ex-funcionária do estabelecimento, que sobreviveu à tragédia em Santa Maria, na Região Central, em janeiro de 2013.  Kátia Giane Pacheco Siqueira trabalhava na cozinha e no bar do estabelecimento. Atualmente grávida, a sobrevivente relatou o que ocorreu no dia do incêndio.

Emocionada, a sobrevivente disse que desmaiou e que só foi acordar 21 dias depois, internada em um hospital de Porto Alegre. Kátia Giane teve 40% do corpo queimado.

A sobrevivente contou que começou a trabalhar na Kiss cerca de seis meses antes do incêndio. Ela aponta que o então sócio da boate, Elissandro Spohr, comparecia com frequência ao local. Kátia Giane ainda relatou que, no dia do incêndio, a iluminação da boate caiu e o público falava em “fogo” e “briga”. Nesse momento, ela tentou sair do local.”Foi quando eu senti um jato de espuma entrando na minha garganta e eu comecei a gritar lá dentro que eu não queria morrer”, afirmou.

A reportagem da Planalto News esteve presente em Porto Alegre no começo do julgamento com os repórteres Cristian Queiroz, Rodrigo Oliveira e Gabriela Soldá.

 

Foto: TJ / RS

Fonte: Foto: TJ / RS

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