25/10/2021 18:34 - Política
Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou as medidas adotadas pelo governo para viabilizar o Auxílio Brasil no valor de R$400 por família.
O pronunciamento aconteceu na tarde desta sexta-feira (22). Bolsonaro afirmou ter confiança absoluta em Paulo Guedes e descartou os boatos de uma possível demissão do ministro do cargo.
O ministro alegou que houve uma falha de comunicação da parte do governo com relação às negociações para viabilizar o pagamento do auxílio. Ele defendeu a aprovação das PEC dos Precatórios para abrir espaço no caixa para o pagamento de R$ 30 bilhões, impacto previsto com as medidas sociais.
“A PEC permite expansão do programa social e vira ferramenta para acelerar a transformação do Estado brasileiro. Pode ajudar o Brasil a desinvestir nas atividades para deslocar o dinheiro para reduzir a pobreza, dar oportunidade de educação, de emprego. Nós preferimos um ajuste fiscal menos intenso e um abraço social um pouco mais longo”, afirmou.
Desde que foi anunciado, o reajuste do programa, que exigirá R$ 30 bilhões em recursos extras que excedem o limite fiscal, causou atritos dentro da área econômica do governo e gerou críticas de setores econômicos como o mercado financeiro.
Na quinta-feira (21), o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos. Recentemente, Funchal e Bittencourt haviam se manifestado contrários a quaisquer medidas que flexibilizem o teto federal de gastos, seja para renovar o auxílio emergencial, seja para ampliar o Bolsa Família e criar o Auxílio Brasil.
Diário da Manhã
Fonte: Diário da Manhã
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