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<figure class="image"><img src="https://clicemfoco.com.br/admin/uploads/noticias/89757ecd8098df71e33480b925fe0090.jfif"></figure><figure class="image"><img src="https://clicemfoco.com.br/admin/uploads/noticias/22b8406d524ab681795cc7b90c363415.jpg"></figure><p>Esposa do jogador de futsal amador Willian “Bigode”, Amanda havia recebido um transplante de coração em 2025 e compartilhava nas redes sociais sua história de fé e superação</p><p>Há histórias que parecem recomeçar quando tudo indica que chegaram ao limite. A de Amanda Santos da Rocha teve um desses recomeços. Árbitra ligada ao futebol e gremista de coração, ela morreu nesta terça-feira, 22 de setembro, em Cruz Alta, aos 32 anos. Amanda era esposa de Willian “Bigode”, conhecido jogador do futsal amador gaúcho, com mais de 80 mil seguidores nas redes sociais, e deixa duas filhas.</p><p>Em 2025, Amanda enfrentou a batalha mais difícil de sua vida. Uma grave infecção bacteriana comprometeu seu coração e a levou a uma longa internação em Porto Alegre. Diante da gravidade do quadro, passou a depender de um transplante para sobreviver. Familiares e amigos chegaram a organizar uma mobilização para auxiliar Amanda e sua mãe, Vanda Santos da Rocha, que permaneceu ao lado da filha durante o tratamento.</p><p>O coração chegou. Em janeiro deste ano, Amanda recordou nas redes sociais os dois meses e meio vividos dentro de um hospital. “Sou um milagre”, escreveu. Contou que chegou a ouvir que, mesmo entre mil corações, talvez nenhum fosse compatível com seu organismo. Até que surgiu um único coração — e era compatível. “Ele está aqui, batendo firme e forte”, comemorou, atribuindo a Deus a oportunidade de recomeçar.</p><p>Amanda também fazia planos fora dos campos. Em novembro de 2024, havia anunciado uma nova atividade profissional como lash designer e projetava um espaço para atender clientes. Mas o futebol ocupava lugar especial em sua trajetória. Ao lado de Willian Bigode, nome bastante conhecido nas competições de futsal amador pelo Rio Grande do Sul, Amanda também construiu sua própria relação com o esporte por meio da arbitragem. Após sua morte, colegas da AIACA prestaram homenagem, destacando que sua paixão e dedicação seriam lembradas.</p><p>Nascida em 10 de maio de 1994, Amanda deixa o esposo, as duas filhas, familiares e amigos. O velório ocorre na Igreja Assembleia de Deus, no Bairro Planalto, em Cruz Alta. O sepultamento está marcado para esta quarta-feira (23), às 9h, no Cemitério Jardim do Sossego. Meses depois de celebrar como um milagre o coração que lhe permitiu recomeçar, Amanda deixa a lembrança de uma vida marcada pelo futebol, pela família, pela fé e pela luta para continuar vivendo.</p><p>Rádio Cidade Ibirubá</p><p>Foto: arquivo</p>
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