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<figure class="image"><img src="https://clicemfoco.com.br/admin/uploads/noticias/e316dba2c4c43a52f33266e53912a29c.jpg"></figure><p>Agricultores franceses desafiaram a proibição do governo e entraram em Paris nesta quinta-feira (8) a bordo de tratores, ocupando áreas próximas à Torre Eiffel e ao Arco do Triunfo. A mobilização, classificada como “ilegal” pelo Ministério do Interior, visa pressionar contra a assinatura do tratado de livre comércio entre a <a href="https://www.correiodopovo.com.br/topicos/Tag/ue"><strong>União Europeia</strong></a> e o <a href="https://www.correiodopovo.com.br/topicos/Tag/mercosul"><strong>Mercosul</strong></a>, prevista para ocorrer na próxima segunda-feira.</p><p>O <a href="https://www.correiodopovo.com.br/topicos/Tag/agricultura"><strong>setor agrícola</strong></a> francês teme que a criação da maior zona de livre comércio do mundo inviabilize a produção local diante da concorrência sul-americana.</p><p>O Conselho da União Europeia deve votar o acordo nesta sexta-feira. Apesar da oposição frontal da França e da Irlanda, a tendência é que a maioria dos 27 Estados-membros aprove o texto, permitindo que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, firme o compromisso.</p><p>A Itália, que anteriormente apoiava o bloqueio francês, <a href="https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/alemanha-acredita-que-italia-agora-aprovara-acordo-ue-mercosul-1.1680412"><strong>sinalizou que aceitará o tratado</strong></a> após novas concessões de Bruxelas ao setor agrário europeu. Internamente, o governo de <strong>Emmanuel Macron</strong> sofre pressão da oposição conservadora, que ameaça uma moção de censura caso o país não consiga barrar a proposta.</p><p><strong>Desigualdade de padrões e crise sanitária</strong></p><p>O principal argumento dos produtores franceses é a disparidade nas normas de produção. Pecuaristas e produtores de grãos alegam que as exigências ambientais e sanitárias europeias são muito mais rígidas que as do Mercosul, o que torna a carne, o arroz e a soja da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai imbatíveis em preço.</p><p>Somado a isso, os agricultores protestam contra a gestão governamental de doenças animais, como a dermatose nodular bovina, exigindo vacinação nacional em vez do abate obrigatório de rebanhos inteiros.</p><p><strong>Repressão e bloqueios em pontos sensíveis</strong></p><p>Para conter o avanço dos manifestantes, o Ministério do Interior proibiu a circulação de tratores em sedes administrativas e no mercado de Rungis, principal centro de abastecimento da capital. Cerca de 100 tratores conseguiram acessar o centro de Paris, mas centenas de outros permanecem retidos pela polícia nos portões da cidade.</p><p>Além da capital, sindicatos como a Coordenação Rural mantêm bloqueios em estradas no sudoeste e leste do país, atingindo também depósitos de combustível em uma tentativa de asfixiar a logística nacional até que o decreto seja revisto.</p><p>Correio do Povo</p>
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